Artigos

Suba Seu Nível do Fanta

Que a Fanta é uma droga ninguém duvida. Digo “droga” no sentido de ser uma porcaria, não de ser um entorpecente. Mas parece que os publicitários contratados para vender esse intragável líquido laranja borbulhante preferem trabalhar com a segunda interpretação. Alguém já prestou atenção na nova campanha do refrigerante? O slogan é “Suba seu nível de Fanta!”. O anúncio na TV mostra um grupo de adolescentes alucinados tocando o terror na piscina de um clube. Pela agitação insana dos guris parece até tratar-se de uma festa regada a muita cocaína e ecstasy. Porém, a molecada bebeu apenas Fanta laranja, que nem álcool tem. Fanta não dá barato. Talvez dê cáncer, isso sim.

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Sentença histórica condena homem à capadura

Esta é uma cópia de original sentença proferida no Estado do Sergipe em 1833. O caso trata de uma acusação de atentado violento ao pudor. O original está guardado no Instituto Histórico de Alagoas. Leia o texto.

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Preguiça baiana

“Preguiça baiana” é faceta do racismo. A famosa “malemolência” ou preguiça baiana, na verdade, não passa de racismo, segundo concluiu uma tese de doutorado defendida na USP. A pesquisa que resultou nessa tese durou quatro anos. A tese, defendida no início de setembro pela professora de antropologia Elisete Zanlorenzi, da PUC-Campinas, sustenta que o baiano é muitas vezes mais eficiente que o trabalhador das outras regiões do Brasil e contesta a visão de que o morador da Bahia vive em clima de “festa eterna”.

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O Fascismo Tupiniquim Ressurge do Inferno

Ao escolher o tema da edição desta semana me vi defronte a um dilema que muita gente já deve ter vivido. Qual é a melhor estratégia contra um inimigo: o ataque ou a indiferença? Quando uma amiga paulistana me alertou a respeito da realização de um congresso integralista em São Paulo no último fim de semana, a minha primeira vontade era de atacar. Com a cabeça fervendo de indignação, eu sentia que precisava escrever algo sobre o assunto. O integralismo é um movimento ultra-conservador, de extrema-direita. É uma espécie de fascismo tupiniquim, cujo lema é “Deus, família e pátria”. O integralismo surgiu na Era Vargas em contraposição ao crescimento do comunismo no País. Por alguns anos, os integralistas, liderados por Plínio Salgado, tiveram o apoio do então ditador. Mais tarde, quando preteridos por Vargas, tentaram um fracassado golpe contra o Palácio Guanabara. Seus integrantes foram aprisionados e o movimento se esvaziou. Porém, tal como aqueles monstros do cinema americano que teimam em ressuscitar, eis que, em pleno século 21, com a democracia restaurada e o Brasil sendo governado por um ex-operário (ou talvez exatamente por isso) essa praga ressurge das cinzas distribuindo panfletos a convocar um congresso. Entre os palestrantes, estava previsto na programação o nome do eterno candidato à presidência da República, o nervosinho Enéas Carneiro, o homem que quer desenvolver a bomba atómica brasileira.

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O escrachado glam rock nacional

Os anos setenta foram pródigos em produzir subgêneros do rock and roll. Um deles foi o glam rock, que teve expoentes clássicos como David Bowie, Sweet e, mais radical, New York Dolls. No Brasil, o gênero também teve seus representantes, com direito a purpurina e, em alguns casos, muito sucesso.

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Gótico

Bem, imagino que a maioria das pessoas que estão lendo esse texto já, em alguma vez na vida, tenha escutado o termo gótico, seja na arquitetura, literatura ou na música. Em geral as pessoas já estão habituadas com esse nome. Prenderei-me na cultura gótica em geral, mas dando ênfase aos góticos em si.

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Duas Vezes Favela

O Rio de Janeiro é repleto de morros. A classe média que mora nos chiques bairros da zona sul convive lado a lado com as favelas. Apesar da proximidade, a imagem que boa parte da classe média tem dos morros é construída a partir de notícias vindas de terceiros e não pelo contato direto. Vivo no Rio desde que nasci, há 26 anos, e, até o mês passado, tudo o que eu sabia sobre as favelas aprendi lendo jornais, vendo TV, assistindo a filmes e escutando relatos de poucos amigos.

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Desafabo

Meu nome é Márcia Barbosa, tenho 49 anos, casada, dois filhos, e sou cardiologista em Belo Horizonte, fiz doutorado na USP e serei a presidente da Sociedade Mineira de Cardiologia no biênio 2004-05.

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Até onde pode chegar a nobreza humana

Uma das raras coisas boas que a TV proporcionou ao grande público foi a aproximação com a música clássica.

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