Capítulo 1: Introdução

Nos anos 50, quem dissesse que Rockefeller um dia perderia toda a sua fortuna seria tido como um louco. Um cidadão da década seguinte não conseguiria imaginar nada mais assombroso que a TV em preto e branco. Imagine então com o computador!!!
Os anos 80's e 90's viram surgir um dos maiores impérios empresariais de todos os tempos, dirigido por um pacato sujeito chamado William Henry Gates III, que veio a tornar-se o homem mais rico do mundo.
Sr. Gates conseguiu o feito graças a uma de suas invenções, um programa de computador que facilitava a operação desses intrincados aparelhos. As inegáveis qualidades da criação de Bill Gates foram notadas no mundo todo, e seu programa, chamado Windows, dominou 90% das máquinas em atividade.
Desde simples usuários, passando por programadores e analistas, chegando aos gerentes, todos só enxergavam uma solução para todos os problemas propostos pela computação: aquela que vem daquela empresa (diga-se Microsoft).
Haviam naquela época (e ainda há!!!) outras opções de sistemas (Unix, Xenix, BSD, por exemplo), mas eram de custos inacessíveis, além de não ser aquilo que todo mundo sonhava. Todos procuravam alguma alternativa que fosse confiável, barata, adequada à situação, à prova de falhas e extensível para futuras mudanças de realidade. Até que um dia...
Mais propriamente no mês de Agosto de 1991, um pacato e jovem geek de 21 anos de idade, iniciou o projeto "LINUX". Seu nome: Linus Torvalds, então estudante de Ciência da Computação da Universidade de Helsinque, capital da Finlândia, um mero "nerd".
Usando o Assembler (ou Assembly, como queira...), Linus iniciou cortando(hacking) o kernel como um projeto particular, inspirado em sua paixão pelo Minix, um pequeno sistema UNIX, desenvolvido por Andy Tannenbaum.
O estudante universitário desejava desenvolver uma versão do Unix que rodasse em micros PC AT e compatíveis, mas que fosse diferente dos sistemas Unix já existentes, cujo preço era exorbitante para o usuário comum.
Linus chegou a divulgar a idéia num newsgroup de que participava (sem êxito...) e embalado pelo projeto, programou sozinho a primeira versão do kernel do Linux(núcleo do sistema operacional).
Ele se limitou a criar, em suas próprias palavras, "um Minix melhor que o Minix" ("a better Minix than Minix").
Até que numa calma manhã do dia 05 de Outubro de 1991, Linus anunciou a primeira versão "oficial" do Linux, versão 0.02 .
Depois de finalizar o kernel, Linus deu ao seu filhote o rumo que desencadeou seu grande sucesso: passou a distribuir o código-fonte do kernel pela internet (comp.os.minix) para que outros programadores pudessem aprimorar o sistema.

Ele colocava a seguinte mensagem:
"Você suspira por melhores dias do Minix 1.1, quando homens serão homens e escreverão seus próprios "device drivers" ? Você está sem um um bom projeto e está morrendo por colocar as mãos em um S.O. no qual você possa modificar de acordo com suas necessidades? Você está achando frustrante quando tudo trabalha em Minix ? Chega de atravessar noites para obter programas que trabalhem correto? Então esta mensagem pode ser exatamente para você ?
Como eu mencionei a um mês atrás, estou trabalhando em uma versão independente de um S.O. similar ao Minix para computadores AT-386. Ele está, finalmente, prôximo ao estágio em que poderá ser utilizado(embora possa não ser o que você esteja esperando), e eu estou disposto a colocar os fontes para ampla distribuiç;ão. Ele está na versão 0.02..., contudo, eu tive sucesso rodando bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compressão, etc. nele."

Assim, várias empresas e programadores de todo o planeta contribuíram com seus conhecimentos para melhorar o Linux.
Mais que um sistema operacional, o Linux é a representação prática de uma nova filosofia de distribuição e produção de software. O Linux é "gratuito"(é um prazer dizer isso!!!). E mais: seu código fonte ainda está completamente aberto, para que programadores de todo planeta possam modificá-lo. Há dez anos, ninguém ousaria prever algo desse tipo. Como pode alguém gastar horas e mais horas em um trabalho para depois largá-lo na internet, sem controle, sujeito às mais diferentes alterações?
O que alguns julgavam a ruína, provou ser o grande trunfo do Linux.
A lógica é simples: distribua um produto de graça, deixe que os consumidores façam nele as alterações que quiserem, e assim você terá algo pulsante, em constante e inexorável evolução. Esse foi o segredo: trabalho cooperativo e voluntário. Linus distribuiu seu trabalho sem cobrar nada e em troca, exigiu que os outros programadores envolvidos no projeto fizessem o mesmo. Por isso é gratuito. A união fez a força - fez o LINUX.
O Linux, atualmente, tem recebido apoio de várias empresas como Netscape, Corel, Sun, Borland(dona do Delphi), Intel e Oracle. Todas usam Linux e desenvolvem produtos para Linux. As estimativas de seu uso variam entre 10 e 15 milhões de computadores. Ele tem ganho aceitação e propaganda no mundo inteiro. Em 1997, 105 computadores Alpha Digital com Linux, ligas em rede, renderizaram as cenas do filme "Titanic", durante 3 meses, ininterruptamente. Em quase todas as grandes empresas do mundo, há pelo menos um sistema Linux instalado.

QUEM UTILIZA LINUX?

Ao redor do planeta se estima que tenhamos mais de vinte milhões de usuários Linux. Sendo que no Brasil, o País que apresentou o maior índice de crescimento no primeiro semestre de 99, este número gira ao redor de 400 mil usuários.
Dentre os mais diversos usuários, podemos ressaltar alguns mais conhecidos: NASA, Exército Americano, Governo da Itália, Governo da Califôrnia, fábricas de robôs na Suécia, hospitais na França, praticamente todas as Universidades, Ministério da Saúde, Correio Norte Americano, etc...
No Brasil é bastante difundido no meio acadêmico, em empresas de desenvolvimento de softwares, bancos, hospitais, ôrgãos públicos, indústrias, comércio, provedores de acesso, usuários domésticos e estações de trabalho em redes corporativas.

O FUTURO DO LINUX

Confira abaixo um pequeno trecho de uma entrevista com o criador de Linux, Linus Torvalds:

"No futuro do Linux temos dois possíveis cenários. No primeiro, daqui a quatro anos, Linux dominará as aplicações científicas e técnicas e se tornará o sistema operacional preferido para servidores Web e estações de trabalho. ...Pelas suas vantagens de custo e performance, tornar-se-á o sistema padrão para os computadores desktop.
O segundo cenário é bem mais dramático. Com o número de usuários de Linux crescendo, a Microsoft e outros desenvolvedores de software admitem a ascensão nesse mercado e começam a escrever programas para ele. Logo, a completa vantagem no preço e da performance de Linux movem o sistema para o mercado de desktops".



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