Anjo Mau

Rede Globo - 18h00

De 8 de setembro de 1997 a 27 de março de 1998

Anjo Mau

Novela de Maria Adelaide Amaral

Direção: Denise Saraceni, Carlos Manga

Elenco

Glória Pires Beatriz Segall Ana Beatriz Nogueira
Kadu Moliterno Ariclê Perez Thelma Reston
Alessandra Negrini Gabriel Braga Nunes Licurgo Spínola
Mauro Mendonça Raul Gazolla Ivone Hoffmann
Leonardo Brício Mila Moreira Júlio Braga
Lavínia Vlasak Jackson Antunes Ada Chaseliov
Maria Padilha Samara Felippo Klara Homsani
Daniel Dantas Bel Kutner Bruno Padilha
Regina Dourado Luciano Szafir Carlos Kroeber
Cláudio Correia e Castro Emílio Orciollo Netto Marcela Raffea
Márcio Garcia Léa Garcia Sérgio Mamberti
Taís Araújo Átila Iório Otávio Müller
Lília Cabral Sérgio Viotti Bruno Guimarães
Luiza Brunet Luís Salém Tiago Guimarães

Abertura

Trama

Tudo correria às mil maravilhas se Nice (Glória Pires) estivesse conformada com seu destino: arrumar trabalho no armarinho do bairro, se casar com o mecânico Júlio (Luciano Szafir), morar num puxadinho feito na própria oficina do marido e ter muitos filhos. Mas ela planeja fazer tudo diferente, o que dá ensejo a Anjo Mau, a nova novela das seis, baseada em original de Cassiano Gabus Mendes e escrita por Maria Adelaide Amaral. A história se passa em São Paulo e mostra os diversos aspectos da cidade grande, moderna e agitada, em contraste com os dramas pessoais dos personagens. Com estréia em 8 de setembro, a novela, do Núcleo Carlos Manga, conta com a direção geral de Denise Saraceni e direção de Emilio di Biasi e José Luis Villamarim. A gerência de produção é de Alexandre Ishikawa e a direção de produção de Guilherme Bokel.

Tal e qual uma gata borralheira dos tempos modernos, Nice planeja um futuro bem diferente, que começa a visualizar quando vai trabalhar na rica mansão dos Medeiros, como babá do filho de Stela (Maria Padilha). Ela se apaixona pelo irmão da patroa, Rodrigo (Kadu Moliterno), e decide conquistá-lo a qualquer preço, usando de todas as armas para isso. Pouco importa que ele já seja o noivo de Paula (Alessandra Negrini), Nice se acha em plenas condições de participar da disputa. O fato de ser pobre e ele muito rico não deveria impedir esse grande amor. Assim, para Nice, os dias que se seguem são dedicados a cuidar do pequeno Téo e a planejar o momento em que se transformará na patroa daquela rica mansão, ao lado do seu príncipe empresário, bem-vestida e perfumada, freqüentando os melhores shoppings, sem se preocupar com contas a pagar.

A interpretação de Glória Pires valorizará a aparência de anjo, repleta de candura, com que Nice vai circular pela mansão dos Medeiros. Seu lado sombrio ficará escondido da maioria dos personagens, embora seja revelado para o público. Trata-se de uma personagem difícil, mas Glória Pires, com seus 28 anos de carreira, é capaz de encarar qualquer desafio.

É sempre uma felicidade quando um personagem pode nos dar alguma coisa a mais - diz a atriz, que não compara a babá com outras vilãs que já criou, por exemplo, em Vale Tudo ou ainda em Mulheres de Areia.

Nem acho que ela seja tão vilã, não a vejo assim - reforça, garantindo que não costuma estigmatizar suas personagens. Não faço a vilã ou a heroína, pelo contrário, procuro sempre humanizá-las.

E Glória Pires, que se dedicou a estudar a Nice, a descobrir realmente como ela é, para trazer à superfície o que a personagem tem de melhor, diz categórica:

Acho que ela é humana, gosta daquele bebê e é extremamente apaixonada por esse homem que idealizou. A Nice é movida pela paixão. Ela faz tudo para conquistar esse homem, para protegê-lo.

Glória, ainda, compara a apaixonada Nice a Isabel, do filme O Guarani, talvez a personagem mais apaixonada que já interpretou.

Para acompanhá-la nessa empreitada, o homem amado ganha as feições de Kadu Moliterno, que volta a fazer o mocinho muitos anos depois do seu último galã, na novela Paraíso. Glória e Kadu têm várias novelas em comum e já fizeram par romântico algumas vezes, criando casais carismáticos, como em O Dono do Mundo. A boa convivência e a antiga amizade ajudam na hora da interpretação.

Nos divertimos muito trabalhando - assegura a atriz.

Tenho encontrado muito a Glorinha em minha carreira e é sempre uma alegria - completa Kadu, para quem Rodrigo reúne todos os predicados que formam um bom-moço: bom filho, bom caráter, honesto, sincero, íntegro, sem maldade. Rodrigo vive para o trabalho, para a família e considerava Paula a mulher da sua vida até saber que fora traído.

Para o ator, é mais uma oportunidade de exercitar seu lado dramático, cercado por uma gama de bons atores. Em tempo: ele reencontra Glorinha, Denise Saraceni e Carlos Manga, com quem trabalhou na série Memorial de Maria Moura.

A mãe de Nice, dona Alzira (Regina Dourado), é a única que a conhece de fato e que diz a todos que Nice não presta, embora pareça exagero. Já o padrasto Augusto (Claudio Correa e Castro), motorista na casa dos Medeiros, confia nela e o irmão Luis Carlos (Márcio Garcia) a adora. Sem falar no bebê, que vai cair de amores pela nova babá. Mas, afinal, como alguém tão pobre e humilde pode “aprontar” com gente tão fina e poderosa como os seus patrões? Usando de muita habilidade, Nice será capaz de fomentar grandes intrigas, aproveitando-se das descobertas que fará naquela casa. Rodrigo está prestes a se casar com Paula, quando descobre que a noiva o trai com seu próprio irmão, Ricardo (Leonardo Brício). Diante da verdade, desiludido com os dois, querendo desafiar a família e humilhar seus traidores, Rodrigo aparece na noite paulista em nova companhia. Nada melhor, para dar um tapa de luva em tanta gente soberba, que desfilar com uma babá, uma simples empregada doméstica! É aí que Nice começa a somar pontos, rumo ao objetivo sonhado, deixando a vida de gata borralheira para se tornar uma cinderela moderna.

A história da babá que quer se casar com o patrão é a trama central de Anjo Mau, que tratará ainda de outros temas, além da diferença de classes. O conflito racial afastará Cida (Léa Garcia) da filha Tereza (Luiza Brunet) que, para manter o casamento milionário com Rui Novais (Mauro Mendonça), diz que a mãe já morreu. O drama cresce quando Bruno (Emilio Orciollo) começa a namorar Vivian (Taís Araújo), filha de criação de Cida, fazendo com que Tereza desenterre seu passado. Ainda discutindo a questão social, vemos a decadência da família, que as irmãs Clotilde (Beatriz Segall) e Elisinha (Ariclê Perez) tentam esconder, mantendo a pose e dando calote; o homem do passado de Goreti (Lilia Cabral), que a engravidou e desapareceu, deixando Simone (Samara Felippo) crescer sem pai, mas amparada pelo tio Beny (Luiz Salém), um cabeleireiro de mão-cheia. E por aí vai. Como em todo bom folhetim, cada personagem esconde um segredo, um passado, tem um amor para esquecer ou para zelar.

Fotos

Glória Pires e Cláudio Corrêa e Castro Kadu Moliterno e Glória Pires Alessandra Negrini Taís Araújo e Leonardo Brício Licurgo Spinola e Mauro Mendonça Ariclê Perez e Luiz Salém Kadu Moliterno Lilia Cabral Beatriz Segall e Bel Kutner Maria Padilha Luciano Szafir Daniel Dantas Regina Dourado Samara Felippo, Emilio Orciollo Netto e Taís Araújo Jackson Antunes e Beatriz Segall Samara Felippo, Márcio Garcia e Taís Araújo Lavínia Vlasak, Otávio Muller e Glória Pires Ana Beatriz Nogueira