Meu Bem, Meu Mal

Rede Globo - 20h30

de 29 de outubro de 1990 a 18 de maio de 1991

O Rei do Gado

Novela de Cassiano Gabus Mendes

Direção: Paulo Ubiratan

Elenco

Sílvia Pfeifer Nívea Maria Françoise Forton
José Mayer Luciana Braga Sônia Clara
Lima Duarte Fábio Assunção Sérgio Viotti
Cássio Gabus Mendes Mylla Christie Maria Estela
Lídia Brondi Ariclê Perez Edson Fieschi
Marcos Paulo Zilda Cardoso Marcelo Galdino
Yoná Magalhães Jorge Dória Hugo Gross
Thales Pan Chacon Guilherme Karam Stênio Garcia
Lizandra Souto Vera Zimmermann Ísis de Oliveira
Adriana Esteves Mila Moreira Luma de Oliveira
Armando Bógus Monique Alves  

Abertura

Sinopse

Traições em família, negociatas e disputas de poder costuravam a trama de Meu Bem, Meu Mal, ambientada em São Paulo. O fio condutor da novela é a história do presidente da Venturini Designers, Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte). Ele sofre por ter de conviver com Ricardo Miranda (José Mayer), fruto da traição de sua falecida mulher, Maria Helena, com seu melhor amigo. Lázaro faz tudo para comprar os 30% das ações da empresa que Ricardo possui, mas o rapaz não abre mão das suas cotas. Com a morte de seu filho, Cláudio Venturini (Herson Capri), Dom Lázaro decide trazer sua irmã Valentina (Yoná Magalhães) de volta da Europa, para que ela assuma o lugar do sobrinho na empresa. A chegada de Valentina atrapalha os planos da ambiciosa Isadora Venturini (Sílvia Pfeifer), viúva de Cláudio e amante de Ricardo, que não mede esforços para assumir a direção da Venturini Designers. Em determinado momento da trama, Dom Lázaro descobre que a nora tem um caso com Ricardo. Chocado, ele sofre um derrame, perde a fala e os movimentos, e fica preso a uma cadeira de rodas. No final da novela, Ricardo descobre que Dom Lázaro é seu pai.

Produção

A trama teve os títulos provisórios de Amor e Ódio e O Outro Lado da Moeda.

Inicialmente, a substituta de Rainha da Sucata seria Araponga. Porém devido ao tom de comédia da nova trama (o que já havia sido rejeitado em Rainha da Sucata), a Globo encomendou uma nova sinopse para Cassiano, em agosto de 1990. A trama foi escrita totalmente às pressas[2].

As gravações da trama começaram cerca de 15 dias antes da estréia. A trama começou com 20 capítulos em atraso. Além disso, devido à correria, o que prevaleceu na hora da escolha do elenco foi o não comprometimento dos atores com outras emissoras. Por isso, devido à escassez de atores, muitos personagens foram interpretados por iniciantes, como Adriana Esteves, Lisandra Souto, Mylla Christie e Fábio Assunção[3].

Isabela Garcia foi a primeira cogitada para viver Vitória Venturini, papel que acabou entregue a Lisandra Souto, recém saída da novela Gente Fina. Antes de Luciana Braga, a personagem Dirce seria defendida pela modelo Valéria Alencar.[4]

O convite para que Maria Adelaide Amaral fosse uma das colaboradoras da novela partiu do autor Cassiano Gabus Mendes. Maria Adelaide precisava ir à Inglaterra para fazer pesquisas e escrever um monólogo sobre Shakespeare. Cassiano disse que ela podia ir e que, quando voltasse, assumiria a função. Quando ela voltou, a novela já estava no ar. Os autores revezavam o trabalho: ele escrevia os capítulos de segunda, quarta e sexta; e ela os de terça, quinta e sábado. Havia reuniões semanais ou quinzenais, quando se estabelecia o caminho da novela. Os autores não trabalhavam com escaleta, uma espécie de resumo ordenado, em escala rigorosa, das cenas de uma novela, que serve de guia para o texto final.

Em janeiro de 1991, a atriz Luma de Oliveira pediu para deixar a novela. O motivo da saída foi a gravidez e o casamento com o empresário Eike Batista. Para justificar a saída da atriz, sua personagem foi assassinada por Valentina (Yoná Magalhães), no capítulo 94, exibido em 14 de fevereiro de 1991[5].

Isis de Oliveira, irmã de Luma, também desfalcou o elenco por desentendimentos com a produção.

Quando a novela já estava no ar, Marcos Paulo, que interpretava André, acumulou a função de diretor na trama, em substituição ao diretor Paulo Ubiratan.

Meu Bem, Meu Mal marcou a estreia da já veterana comediante Zilda Cardoso em telenovelas. Ela começou a carreira na TV Paulista, em 1961, no programa Praça da Alegria, com a personagem Catifunda. Meu Bem, Meu Mal também foi a primeira novela de Fábio Assunção, Mylla Christie e Sílvia Pfeifer na TV Globo.

Stênio Garcia entrou na novela, já com a trama em andamento, para viver um ex-presidiário. O personagem morreu nos capítulos finais da história, vítima de um assalto, para que o ator pudesse se dedicar a um novo trabalho, em O Dono do Mundo (1991).

Última novela da atriz Lídia Brondi, que decidiu se afastar da carreira artística.

A música Unchained Melody de Righteous Brothers, gravada na década de 1960, foi destaque na trilha internacional. A canção, que estava entre as mais tocadas da rádio por ser trilha do filme Ghost, campeão em bilheteria naquele ano, foi escolhida como tema para a protagonista Isadora Venturini (Sílvia Pfeifer). A letra marcou a antológica cena final de Meu Bem, Meu Mal, em que Isadora se vê abandonada por todos após alcançar seu maior objetivo: tornar-se presidente da Venturini Design.

Fotos

Marcos Paulo Silvia Pfeifer Silvia Pfeifer e Lima Duarte Stenio Garcia