Por Amor

Rede Globo - 20h30

De 13 de outubro de 1997 a 23 de maio de 1998

Por Amor

Novela de Manoel Carlos

Direção: Ricardo Waddington, Roberto Naar, Alexandre Avancini, Ary Coslov e Edson Spinello

Direção de Núcleo: Paulo Ubiratan, que faleceu durante a execução da obra, deixando o cargo para Ricardo Waddington

Elenco

Regina Duarte Paulo Cesar Grande Larissa Queiroz
Antonio Fagundes Françoise Forton Leonardo Lemos
Gabriela Duarte Maria Ceiça Pablo Padilla
Fábio Assunção Ricardo Macchi Eloísa Mafalda
Susana Vieira Ângelo Paes Leme Umberto Magnani
Carolina Ferraz Cecília Dassi Beatriz Lyra
Eduardo Moscovis Otávio Augusto Rosane Gofman
Viviane Pasmanter Elizângela Henri Pagnoncelli
Carlos Eduardo Dolabella Odilon Wagner Julia Almeida
Murilo Benício José Carlos Sanches Cláudia Paiva
Maria Zilda Bethlem Beto Nasci Mônica Martelli
Regina Braga Castro Gonzaga Anna Bárbara Xavier
Paulo José Ricardo Petraglia Beth Lamas
Cássia Kiss Tonico Pereira Edyr de Castro
Vera Holtz Flavia Bonato Guilherme Correa
Marcelo Serrado Mônica Fraga Ingrid Guimarães
Marco Ricca Stella Maria Rodrigues Juliana Aguiar
Ângela Vieira Cláudia Mauro  
Carolina Dieckmann Karina Perez  

Abertura

Sinopse

A novela contava o drama de Helena, que amava Atílio, engravidou dele e, foi parar na maternidade no mesmo dia que a sua filha Maria Eduarda. Percebendo que o neto havia morrido e Eduarda não mais poderia Ter filhos, Helena toma a decisão de trocar os bebês. A partir daí a sua vida amorosa com Atílio fica comprometida pois ele descobre que ela guarda um segredo. Era também a novela de Branca, apaixonada por Atílio apesar de esposa do sócio dele. A megera tentava separá-lo de Helena.

Trama

Por Amor contava a história de Helena e Eduarda. A primeira era resolvida, desencanada e pouco ligada às chamadas convenções sociais. Gostava do que a vida lhe oferecia de melhor: passeios, bons vinhos, um trabalho que lhe desse prazer e namoros sem maiores compromissos. Eduarda, sua filha, era o oposto. Frágil e insegura, chegou ao ponto de abandonar os estudos e as perspectivas em troca de um casamento com o engenheiro Marcelo. Machista ao extremo, ele se sentia pouco à vontade com o desprendimento de Helena e constantemente a criticava. Isso tudo com o apoio da mãe Branca, a grande vilã da trama, uma perua fútil e bem cruel quando não ia com a cara de alguém. Em meio às discussões de Helena e Eduarda - que se deixava influenciar pelo noivo e por Branca - surgiu Atílio, arquiteto da empresa de Arnaldo Mota, pai de Marcelo. Ele e Helena se apaixonaram, para desgosto de Isabel, ex-amante dele. Toda a família de Marcelo, principalmente Branca, achava um absurdo o fato de Helena namorar “naquela idade” e, pior, com um reles funcionário. Passaram a boicotá-la, inclusive Eduarda, mas mesmo assim o relacionamento com Atílio ia de vento em popa e os dois acabaram se casando. Helena engravidou no mesmo período de Eduarda, que brigou novamente com a mãe por pensar que esta queria competir com ela. Eduardo ficou mal, pois atravessava uma fase terrível em seu casamento, já que Marcelo se mostrava desinteressado e voltou a sair com Laura, uma ex-namorada que nunca deixou de amá-lo. Por uma dessas coincidências do destino, mãe e filha deram à luz no mesmo dia. Só que Eduarda teve um parto complicado e o bebê morreu. Helena, num ato máximo de generosidade e humildade, trocou as crianças no berçário e deu seu garotinho para Eduarda criar. Ninguém - a não ser um médico e os próprios telespectadores - sabia do que Helena fez por amor. Taí a justificativa do título e do futuro - e certo - sucesso da trama de Manoel Carlos, que sabe como poucos a receita para emocionar as pessoas.

Comentário

Grande novela das oito da Globo. Com um texto como só o Manoel Carlos sabe conduzir, a novela acabou deixando um imenso vazio. Ela ainda duraria muitos meses. Interessante é que o grande conflito da personagem principal demorou a ser apresentado. O autor foi muito feliz usando a estratégia de causar identificação por parte do público com as personagens antes da troca dos bebês. Regina Duarte esteve ótima. E sua filha Gabriela trouxe uma personagem frágil, mimada, que só perdeu a virgindade depois do casamento. Era amada e ao mesmo tempo odiada pelo público. A personagem deveria morrer e doar as córneas para a irmã, mas o público não deixou, apesar de movimentos serem criados contra a filha de Helena. Destaque para a grande atenção dada a um site entitulado “Eu odeio Eduarda”. Branca foi outra grande atração. Suzana esteve como nunca como esta vilã loira, poderosa, que só abria a boca para dizer coisas hilárias, um texto brilhante. A garota Cecília Dassi foi uma das revelações do ano, a garota encantava como a irmã de Eduarda, filha de um alcoólatra. Ainda teve espaço para muita gente se destacar: foi com esta novela que Carolina Ferraz finalmente ganhou a repercussão que merecia, numa química perfeita com Du Moscovis, rendendo inclusive um casal protagonista da novela das seis que viria mais tarde. Estiveram ótimos e formaram o par romântico do ano. E muitas tramas paralelas fizeram a cabeça do público: a personagem de Elisângela, casada com um homem mais velho, tentava ter o jardineiro da vila como amante, provocando muitas cenas engraçadas, a polêmica da troca dos bebês não foi a única, ainda teve o bissexual vivido pelo Odilon Vagner, casado com a irmã adotiva de Helena, vivida por Ângela Vieira e o marido que não aceitava Ter um filho com a esposa negra, por racismo. E a Laura, que vivia enfernizando a vida de Eduarda com o seu amado Marcelo, foi motivo de ira de muita gente. Brilhante novela! Manoel Carlos esteve impecável, retratando o cotidiano com grande sensibilidade e dando um tom gostoso ao texto, que nunca mais será esquecido.

Bruno Leonardo

Comentário

Unir a eterna namoradinha do Brasil a um dos mais desejados atores do país numa novela é a receita certa para conquistar o público logo de cara. Principalmente se os dois formarem par romântico sob a batuta de Manoel Carlos. Donos de talento inegável e interpretação irrepreensível, seja qual for o papel, Regina Duarte e Antonio Fagundes contracenaram em apenas duas novelas: Nina, do saudoso Walter George Durst, e Vale Tudo, de Gilberto Braga, ambas pela Rede Globo. Fizeram também Rainha da Sucata, mas pertenciam a núcleos de personagens diferentes. A química entre os dois mostrou-se tão perfeita em Vale Tudo, que até hoje o público sente saudades dessa sintonia. Pois Manoel Carlos resolveu saciar esse gostinho de “quero mais” com Por Amor, na qual o casal viveu Helena e Atílio. Ela era uma quarentona sensual, que comandava uma loja de decoração na companhia de uma amiga. Já Atílio trabalhava como arquiteto e, no início do folhetim, manteve uma relação com a executiva Isabel. Assim como na trama de Gilberto Braga, o casal enfrentou muitos obstáculos e problemas para seguir em frente com sua paixão. Tarefa mais que agradável para Regina Duarte e Antonio Fagundes, que tinham consciência dessa afinidade no set e não escondiam o prazer em voltar a trabalhar juntos. Se dependesse da rasgação de seda - e da competência de Manoel Carlos em escrever história românticas -, a parceria dos dois na telinha seria realmente irresistível. Parecia que você já tinha visto essa Por Amor antes, mas era pura impressão. A novela tratava-se de muito mais que uma espécie de continuação de História de Amor, a então última novela de Manoel Carlos, exibida em 1995, às 18h. Sempre brilhante ao retratar na telinha assuntos do cotidiano - como em Baila Comigo -, desta vez o autor pretendia explorar ainda mais o difícil relacionamento humano. Uma agradável surpresa foi o trabalho de Hans Donner e equipe na abertura de Por Amor! Mestre em efeitos especiais, desta vez ele optou pela simplicidade das fotos das atrizes Regina e Gabriela Duarte. O resultado não poderia ter sido melhor e casou perfeitamente com a trama de Manoel Carlos.

Mesmo com a Lei Áurea, muita gente ainda insiste em acreditar que a cor da pele distingue o caráter das pessoas. Polêmico, esse assunto foi discutido na novela Por Amor. Baseado numa matéria sobre o preconceito sofrido por famílias inter-raciais, o autor criou a história de Wilson, descendente de suecos que não permitia que sua mulher, Márcia - uma linda negra - tivesse filhos. Uma mera associação de idéias sobre uma personagem de Por Amor levou a um pequeno mal-estar. Explica-se: é que na trama de Manoel Carlos, a extravagante Meg, vivida por Françoise Forton, pertencia à chamada sociedade “emergente” da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Bastou ela aparecer para que surgisse o boato de que teria sido inspirada em Vera Loyola, a representante dessa classe social - que, ao contrário das socialites tradicionais, não enriqueceu por meio de herança, e, sim, após muito trabalho. A controvertida atitude de César, que trocou os bebês para Helena, gerou polêmica na comunidade médica. Membro do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, o obstetra Bartolomeu Penteado nunca tinha ouvido falar de caso semelhante. O doutor considerou a hipótese de uma mãe trocar um filho vivo por um neto morto “bastante ficcional”. Por incrível que pareça, as mães eram as mais indignadas com a história. Muitas delas reclamaram da atitude de Helena. Na sinopse que entregou à Rede Globo, Manoel Carlos escreveu para Eduarda um fim trágico: a personagem morreria vítima de câncer, dando a Helena a chance de lutar pela posse do bebê que doou à filha. Mas existia grande possibilidade de Eduardo chegar ao final da trama viva e reconciliada com o marido, Marcelo. Isso porque uma boa parte do público pediu ao autor que poupasse a mocinha da história. Gravidez aos quarenta, troca de bebês, casamento multirracial, adultério… vários assuntos controvertidos foram abordados com o maior sucesso na novela Por Amor. Mas quem achou que o autor da trama, Manoel Carlos, pararia por aí se enganou: ele já tinha na manga uma nova polêmica: o personagem Rafael, que era casado e pai de dois filhos, era bissexual. Odilon Wagner, o intérprete do personagem, não escondeu de ninguém sua decepção com a maneira como a história foi conduzida. Nem sempre o excesso de estrelas num elenco é sinônimo de felicidade dentro de uma novela. Segundo uma atriz de Por Amor que não quis se identificar, astros como Regina Duarte, Antonio Fagundes, Maria Zilda, Cássia Kiss e Ricardo Macchi estariam insatisfeitos com seus papéis, alegando pouco destaque na trama. Inconformados, os atores teriam ligado para o autor pedindo mais espaço para seus personagens. Manoel Carlos garantiu que nada disso chegou até ele, embora não descartasse a possibilidade de haver insatisfeitos. Para finalizar, o autor acrescentou que só estava recebendo agradecimentos. Suzana Vieira transformou sua vilã, Branca, em paixão nacional e aumentou espaço na trama. Em determinado capítulo, ela ocupou treze dos 45 minutos de duração do mesmo. No dia seguinte, o personagem ficou catorze minutos no ar. A atriz era parada na rua para receber elogios, sem falar nos cumprimentos enviados através do autor da trama. Ele dizia que a garra e o talento com os quais Suzana Vieira defendia o papel faziam com que ele e o público se emocionassem a cada noite. Muitos foram os destaques de Por Amor. Porém, os mais aplaudidos por público e crítica foram Regina Duarte, Suzana Vieira, Ângela Vieira e Cecília Dassi. Também receberam muitos elogios Gabriela Duarte, Carolina Ferraz, Viviane Pasmanter, Murilo Benício, Paulo José, Marcelo Serrado, Carolina Dieckmann, Elisângela, Tonico Pereira e Umberto Magnani. O primeiro capítulo de Por Amor teve média de 48 pontos. Em 28 de março, o capítulo chegou a marcar 60 pontos na medição da audiência. Justo no dia em que morreu Paulo Ubiratan, o responsável pela direção da novela. Como se não bastassem todos os elogios à capacidade profissional do falecido diretor de Criação da Central Globo de Produção, some-se mais este: foram primorosas as cenas do atropelamento de Sandrinha e da prisão de Nando. E mais: deu vontade de aplaudir de pé Regina Braga e Paulo José, expressando magistralmente a dor dos personagens Orestes e Lídia, abatidos por duas desgraças, no mesmo dia e ao mesmo tempo. Haja talento! Com Por Amor, Manoel Carlos riu à toa. A novela, além de ter emocionado o país, foi indicada pela Associação Paulista de Críticos de Arte como melhor novela de 1997. O prêmio foi entregue numa festa realizada no Teatro Municipal de São Paulo. Indiretamente, a novela ainda levou outro troféu: é que a pequena e talentosa Cecília Dassi, que viveu a doce Sandrinha, foi escolhida como revelação do ano. No 3o. Prêmio Contigo! de Novelas, Por Amor foi a grande campeã da noite. A novela foi premiada nas categorias: atriz infantil (Cecília Dassi), par romântico (Carolina Ferraz e Eduardo Moscovis), autor (Manoel Carlos), diretora de arte (Ana Maria de Magalhães), abertura (Hans Donner), trilha sonora (Alberto Rosenblit) e figurino (Beth Filipecki).

Cleverson Uliana

Fotos

Regina Duarte e Gabriela Duarte Gabriela Duarte e Fábio Assunção Gabriela Duarte e Viviane Pasmanter Maria Ceiça e Paulo César Grande Regina Duarte Ricardo Petraglia e Françoise Forton Júlia Almeida e Clara Garcia Eduardo Moscovis Marco Ricca e Vera Holtz Eduardo Moscovis e Carolina Ferraz Regina Duarte, Murilo Benício e Carolina Dieckmann Françoise Forton e Viviane Pasmanter Ricardo Macchi Henry Pagnocelli e Carolina Ferraz Henry Pagnocelli e Ricardo Petraglia Cecília Dassi Murilo Benício, Carolina Dieckmann, Eduardo Moscovis, Carolina Ferraz e Serafim Gozalez Murilo Benício, Carolina Ferraz, Antonio Fagundes, Susana Vieira e Carlos Eduardo Dolabella Antonio Fagundes, Regina Duarte e Maria Zilda Bethlem Cecília Dassi e Paulo José

Trilha Sonora

Se os diálogos tratam de amor, as músicas da novela das oito não poderiam cantar outra coisa. Nas palavras do produtor musical Alberto Rosenblit, embora os temas possam variar da comédia romântica - como no caso de Catarina (Carolina Dieckmann), a menina namoradeira - ao do amor passional, como o de Laura (Vivianne Pasmanter), é sempre o tom apaixonado que rege a seleção da trilha sonora da novela. A começar pela música-tema, Falando de Amor, uma parceria do Quarteto em Cy com o MPB-4.

A versão cantada por Zizi Possi, da italiana Per Amore, foi a música escolhida para os personagens principais, Helena (Regina Duarte) e Atílio (Antonio Fagundes). Essa música acompanha as imagens do casal, que se conhece em Veneza, Itália, e ali prova os sabores de um amor que nasce à primeira vista. Outra paixão que aparece desde o início da história é a de Maria Eduarda (Gabriela Duarte) e Marcelo (Fábio Assunção). Para eles, Djavan canta Nem Um Dia.

A trilha desta novela também tem canções que definem o sentimento dos personagens. Enquanto Espero, de João Bosco, é o tema da personagem Branca (Susana Vieira), mulher poderosa que conquista a tudo e a todos, menos o coração de Atílio, por quem nutre uma paixão antiga e está sempre “à espera” de um final feliz. Outra personagem que tem na música uma síntese da sua personalidade é Catarina. Seu tema se chama Fora da Lei, cantada por Ed Motta, e sublinha todas as aventuras da menina que não mede esforços para se divertir, namorar e curtir a vida. Já para o casal Márcia (Maria Ceiça) e Wilson (Paulo Cesar Grande), a alegria dá lugar a Preconceito, título da música de Maria Bethânia que foi escolhida para eles. E tudo se compreende quando Márcia, que é da raça negra, engravida do marido Wilson, um homem branco mas que não aceita “ter uma filha escurinha”, como diz a personagem.

Há ainda Bandeira, de Zeca Baleiro, nos momentos da personagem Isabel (Cássia Kiss); Palpite, de Vanessa Rangel, para Milena (Carolina Ferraz); Paralelas, de Elba Ramalho, que acompanha a trajetória de Leonardo (Murilo Benício), o filho rejeitado de Branca; e Às Vezes Nunca, de Verônica Sabino, para Laura, a personagem de Vivianne Pasmanter. No total, são 12 músicas principais e ainda a trilha incidental que, segundo Rosenblit, não deverá fugir aos parâmetros da principal. “É uma novela definida em termos de sentimento e as músicas serão produzidas em função disso”, comenta ele. As excessões são os casos em que o comentário musical pede humor ou tensão.

  • Abrazame asi (Roberto Carlos)
  • As vezes nunca (Verônica Sabino)
  • Bandeira (Zeca Baleiro)
  • Enquanto espero (João Bosco)
  • Falando de amor (Quarteto Em Cy e Mpb-4)
  • Fora da lei (Ed Motta)
  • Mudança dos ventos (Nana Caymmi)
  • Nem um dia (Djavan)
  • Palpite (Vanessa Rangel)
  • Paralelas (Elba Ramalho)
  • Per amor (Zizi Possi)
  • Preconceito (Maria Bethânia)
  • Sempre há saída (Luiz Carlos)
  • Só você (Fábio Jr.)
  • Aicha (Gilbert)
  • As long as you loved me (Backstreet Boys)
  • Dindi (El Debarge & Art Port)
  • Hold on (Alexia)
  • How could an angel break my heart (Toni Braxton)
  • I’m not giving you up (Evelyn Fox)
  • L’amore vero (Erminio Sinni)
  • Mi dios y mi cruz (Donato & Estefano)
  • More than this (10.000 Maniacs)
  • Paint my love (Michael Learns To Rock)
  • Se eu fosse um dia esse teu olhar (Pedro Abrunhosa)
  • So help me girl (Gary Barlow)
  • Stay with me (Jocelyn Enriquez)
  • Thinking of you (Different Beat)