Torre de Babel

Rede Globo - 20h30

De 25 de maio de 1998 a 16 de janeiro de 1999

Torre de Babel

Novela de Silvio de Abreu

Direção: Denise Saraceni, Carlos Araújo, José Luiz Villamarim e Paulo Silvestrini

Elenco

Tarcísio Meira Isadora Ribeiro Maria Sílvia
Glória Menezes Letícia Sabatella Wanda Lacerda
Tony Ramos Christiane Torloni Andrea Cavalcanti
Cláudia Jimenez Sílvia Pfeifer Caio Graco
Cláudia Raia Danton Mello Cleide Blota
Marcos Palmeira Cacá Carvalho Dary Reis
Adriana Esteves Etty Frazer Eliane Giardini
Maitê Proença Juca de Oliveira Stephani Neves
Edson Celulari Marcello Antony Irving São Paulo
Oscar Magrini Carvalhinho Nair Bello
Ernani Moraes Duda Mamberti Luciana Carnielli
Cleyde Yáconis Liana Duval Manitou Felipe
Karina Barum Eliane Costa Marilene Saade
Natália do Valle Felipe Latjé Roberto Lobo
Victor Fasano Felipe Rocha  
Stênio Garcia    

Abertura

Trama

A espinha dorsal de Torre de Babel estava na trajetória de doishomens. Um era César Toledo, empresário rico, poderoso e de bom caráter. Seu antagonista era José Clementino, um homem fechado, violento, que matou a mulher a golpes de pá, depois de flagrá-la com dois amantes. Tudo isso no primeiro capítulo, que se passava no fim dos anos 70. Acontece que Clementino era empregado de César. E este presenciou o crime, que aconteceu numa das obras de sua construtora. Por isso, o depoimento de César foi um elemento decisivo na condenação de Clementino, que amargou vinte anos na cadeia. No mesmo capítulo a história deu um salto no tempo. Passaram-se os vinte anos e Clementino, prestes a sair da prisão, só pensava em se vingar do ex-patrão. César, por sua vez, vivia um momento muito rico de sua vida.

Logo

Estava para inaugurar um grande shopping center, tinha acabado de rever um grande amor do passado - Lúcia Prado - e enfrentava problemas com a polícia por causa de um filho viciado em drogas, Guilherme. Ao contrário da família de César, que na medida do possível vivia em harmonia, a de Clementino estava esfacelada. A filha mais velha, Sandra, cresceu revoltada pela morte da mãe e só pensava em ficar rica. A mais nova, Shirley, tentava ter dignidade, apesar de viver rodeada de gente rude e ignorante, como o avô Agenor e os tios Boneca e Gustinho. Todos os personagens se ligavam a esses dois núcleos. Havia as sócias Rafaela e Leila, duas mulheres ricas e bonitas, muito amigas dos Toledo, que viviam um relacionamento homossexual.

Havia os outros filhos de César e Marta, Alexandre e Henrique, que era casado e tinha dois filhos com Vilma. E havia Clara, irmã de criação de Marta. O mundo dos milionários tinha ainda Edmundo Falcão, um homem que, apesar do dinheiro, não conseguia conquistar a mulher amada. No lado pobre, existia ainda a engraçadíssima Bina, amiga de Sandra, e sua também divertida tia Sarita. Todos eles foram surpreendidos, no capítulo 45, pela explosão do shopping center dos Toledo. Muitos deles morreram nessa catástrofe, enquanto outros, sobreviventes, tiveram de reconstruir suas vidas. Especialmente César, que teve de provar que a tragédia não foi causada por irresponsabilidade de sua construtora, e Clementino, que apesar de ter jurado vingança a César garantia que jamais envolveria a vida de centenas de pessoas. Descobrir o culpado desse crime foi o grande mistério da trama de Silvio de Abreu, que misturou a dura realidade das grandes metrópoles com momentos de romantismo e muito humor.

Cleverson Uliana

Comentário

Drogas, homossexualismo, violência urbana. Um painel deste fimde século foi o que o telespectador encontrou em Torre de Babel. Paracomeço de conversa, nesta novela muitos atores estiveram vivendopersonagens diferentes de todos os que já tinham interpretado. Tony Ramosfez seu primeiro vilão, Maitê Proença foi uma mulher sem graça, Cláudia Raia deixou a exuberância de lado para encarnar uma executiva fria e objetiva, Adriana Esteves deus adeus às heroínas boazinhas para ser uma alpinista social das mais desprezíveis. Dando papéis inusitados a suas estrelas, Silvio de Abreu pretendia surpreender o público.

E ele surpreendeu novamente. O autor que levou o humor às telenovelas tinha acabado de inaugurar a era “banho de sangue”. Quem assistiu à estréia de Torre de Babel, sabe que isso não é exagero. No primeiro capítulo, foram registradas quatro cenas de violência física. Todas muito bem dirigidas, interpretadas e produzidas. Nem por isso, a estréia de Torre de Babel chegou perto da unanimidade. Ela virou o assunto mais comentado nas mesas dos restaurantes, nos escritórios, nas filas de bancos… Elogios e críticas se misturavam sem parar. A polêmica ficou por conta das cenas de sangue - dos golpes de pá com que Clementino matou a mulher; do olhar vidrado de Guilherme. Silvio sabia disso. Embora tivesse ficado o dia todo no seu apartamento de São Paulo recebendo quilômetros de faxes e de e-mails de elogios, não ignorou a realidade lá fora - tinha consciência de que incomodou a muita gente, mas estava seguro. O único assunto capaz de tirar Silvio de Abreu do sério era a explicação dada por um jornal de São Paulo, para quem a violência de Torre de Babel seria a resposta da Globo para competir com Ratinho. Mesmo conquistando quase o triplo da audiência dos seus concorrentes no horário (a estréia da novela teve média de 42 pontos de audiência), ninguém desconhecia na Rede Globo que Torre de Babel tinha incomodado. Mas os caciques do padrão global pareciam dispostos a bancar a ousadia de Silvio de Abreu, profissional que nunca decepcionou a emissora (e o público). E aí entravam não só o tema violência, como a linguagem sofisticada.

Cinéfilo de carteirinha, o autor Silvio de Abreu passou a semana inteira assistindo ao mesmo filme que viu e reviu em 1995. A fita em questão não é nenhum musical hollywoodiano, muito menos uma comédia água-com-açúcar. Silvio viveu a semana inteira um drama: a queda de ibope vertiginosa de uma novela sua. Torre de Babel estreou com 42 pontos médios de audiência e chegou na quarta feira, nove capítulos mais tarde, com 37 pontos. Diziam os mais céticos que a única salvação era uma mudança radical no roteiro. Conselho, aliás, que ele ouviu quando A Próxima Vítima foi ao ar. Isso mesmo, aquela que é considerada uma das melhores novelas da televisão brasileira, também não emplacou de cara. O primeiro capítulo atingiu 46 pontos e o sexto mirrados 35.

Marta iria mesmo se apaixonar por Leila na segunda fase de Torre de Babel quando o shopping explodisse e Rafaela morresse? Passada a fase das críticas a respeito da violência e das drogas que fulminou a estréia da novela, esta era a pergunta da vez. Os jornais noticiaram que os fãs de Glória Menezes estavam tão indignados com o destino que os autores tinham reservado à atriz que congestionaram os telefones da emissora exigindo uma mudança na história. Alcides Nogueira, co-autor da trama capitaneada por Silvio de Abreu, avisou que os fãs de Glória podiam relaxar.

Leila e Rafaela eram duas mulheres adultas, bonitas e bem-sucedidas que viviam uma relação homossexual madura e muito bem resolvida. Únicas representantes da felicidade conjugal na novela de Silvio de Abreu, a dupla, porém, incomodou o telespectador. Nem mesmo as cartas e manifestações a favor do romance lésbico conseguiram mascarar a insatisfação mostrada pelos números do ibope ou aplacar a ira dos fãs de Glória Menezes, que, na pele de Marta Toledo, viveria um romance com Leila depois que Rafaela fosse uma das vítimas da explosão do shopping. Por isso, a solução encontrada foi retirar Leila da trama, fazendo a personagem morrer ao lado de Rafaela quando o shopping fosse pelos ares. Parecia simples. Mas o que estava previsto para ir ao ar prometia ser genial.

Eles quiseram dar um soco no estômago do telespectador, mas parece que o público não gostou de apanhar. Bancando a proposta de Silvio de Abreu em Torre de Babel, a cúpula da TV Globo acompanhou a estréia da novela elogiando a estética punk de drogas, tiros, vingança e a abordagem politicamente correta do homossexualismo feminino. Só que o público não aprovou e os números do ibope despencaram. Mesmo assim, a emissora jurou de pés juntos que não alteraria uma vírgula no texto da novela. Mas as modificações aconteceram. Além do romance entre Leila e Marta ter sido desmentido depois que as atrizes comentaram a possibilidade desta virada na trama, Clementino abrandou sua sede de vingança em nome do amor de Clara. Excessos? Talvez a emissora, em razão da rejeição que os temas provocaram no público, achasse que sim. Por isso, ficava difícil negar que “a censura interna” da TV Globo não tinha metido a colher na trama de Silvio de Abreu.

A constatação era simples: entre o que foi escrito e o que foi ao ar cortaram-se palavrões e situações sensuais.

Críticas também mudaram a música de abertura. Saiu o soturno tema orquestrado e entrou Gal Costa cantando Pra Você - que deveria ser o tema de amor de Lúcia e César. Segundo uma fonte ligada à direção de Torre de Babel, a troca foi decretada pelo diretor de criação da Globo, Carlos Manga. De acordo com a mesma fonte, desde que a novela estreou, a música foi muito criticada.

Muita coisa mudou na trama de Torre de Babel com a explosão do Tropical Tower Shopping. Estrondo, vítimas e briga pelas indenizações. Tudo lembrou um outro episódio muito real: a explosão do Osasco Plaza, no dia 11 de junho de 1996. Foram 42 mortes e 472 feridos na cidade de Osasco, na Grande São Paulo. A simples semelhança entre a realidade e a novela tirou o sono de muitos dirigentes de shopping.

Doce, bondosa, otimista. Não havia quem não torcesse por Shirley. Foi essa torcida pela personagem de Karina Barum que levou os autores de Torre de Babel a criar uma grande mudança na sua trajetória: ela se submeteu a uma cirurgia e corrigiu o defeito na perna direita, que a fazia mancar desde criança. Antes mesmo de ir ao ar, a decisão, tomada depois de uma pesquisa com os telespectadores, criou polêmica. Ou, no mínimo, estimulou uma discussão: será que os autores não estavam jogando fora a chance de discutir o delicado tema dos deficientes físicos? Na opinião do psicólogo Miguel Angelo Valente, de São Paulo, esse desfecho deu a idéia de que, com o defeito na perna, Shirley nunca seria realizada.

Adriana Esteves, Tony Ramos, Cláudia Raia e Cacá Carvalho foram as grandes estrelas da novela, tornando seus personagens inesquecíveis. Maitê Proença, Oscar Magrini, Cleyde Yáconis, Victor Fasano e Stênio Garcia tiveram atuações marcantes. Também foram muito elogiados Glória Menezes, Ernani Moraes, Karina Barum, Natália do Valle, Isadora Ribeiro, Christiane Torloni, Marcello Antony, Carvalhinho, Liana Duval e Caio Graco. Assim foi Torre de Babel, novela que, apesar dos problemas iniciais, teve picos de 68 pontos no último capítulo.

Cleverson Uliana

Comentário

Não havia dúvida que o cenário da televisão brasileira havia mudado. Ratinho, apresentador de um programa de variedades/ mundo cão, então da Rede Record, conseguia um feito incrível: destronava a Globo da liderança absoluta de audiência, fazendo com que a Vênus Platinada passasse a ver os seus concorrentes como ameaça. De fato Ratinho nunca conseguiu Ter índices de audiência superiores aos das novelas das oito, mas a Globo se preocupava com a redução da diferença de IBOPE entre a sua emissora e as demais. Por isso lançava uma novela com um cast grandioso, coisa que chegou a incomodar Miguel Falabella, que iria escrever uma novela das sete e não tinha galã para escalar, já que todos se encontravam ocupados na faixa das oito. Principalmente, dois dos seus favoritos, que ele chegou a citar: Marcelo Antony e Marcos Palmeira (que não por coincidência foram protagonistas de uma obra anterior, Salsa e Merengue). A novela era anunciada como forte, e realmente foi. Mas o grave erro da novela no início era não ter pelo menos uma personagem para se identificar. A Clara, de Maitê Proença, era excessivamente boba, e só foi cair no gosto popular da metade para o final da novela. A Shirley também. E de resto só havia violência. Outro ponto que merece destaque é o fato de Lúcia (Natália do Valle) só ter aparecido na trama no cap.6, quando finalmente algum triângulo amoroso de peso foi mostrado. Além disso, o SBT mostrava no mesmo horário uma novela romântica, que cativava o telespectador como em Por Amor, condensando toda a atenção em apenas uma trama, sem paralelas. Tudo isso levou Torre de Babel a registrar índices baixos. Mas, o autor tinha uma carta na manga. Ele sabia que podia virar tudo com a explosão do shopping. E foi o que fez. As modificações para tornar a trama mais agradável foram: A colocação de Maitê Proença e Tony Ramos como vítimas, formando o casal mocinho e mocinha da trama. A morte de todos que lembravam o lesbianismo e as drogas. A parte amarga do Ferro Velho foi amenizada com o fim de Agenor (que só voltaria nas últimas emoções da novela para revelar que nõ estava morto), personagem de Juca de Oliveira. Henrique deixa de ser um mulherengo e se apaixona pela doce mãe de seu sobrinho. Mas, a virada decisiva para a novela, foi a necessidade do autor criar uma grande vilã, transformando Ângela, de Claudia Raia, numa megera da lista das inesquecíveis. Nos últimos três meses a novela virou febre nacional. São Paulo não conseguia representar a audiência da trama, que conseguia Ter telespectadores vidrados na frente do seu aparelho de TV esperando o desfecho da novela. Antes disso, um bordão não saía das diversas bocas que insistiam em dizer “Cala a Boca, Luzineide!”, que era dito por Bina (Claudia Gimenez) a cada momento que a personagem apelidada de Chaveirinho ameaçava abrir a boca. E ela não falou nada durante os oito meses, até que revelou, no último capítulo, que Sandrinha havia explodido o shopping. Se a explosão do shopping, anunciada como o Titanic da Globo, decepcionou, o final da novela ganhava cenas majestosas em diversos capítulos. Impecável a seqüência na qual a Ângela mata Vilma (Isadora Ribeiro). Se não fosse o escândalo gerado por uma calúnia no programa do Ratinho que seguia dia após dia sobre uma suposta mãe de Angélica (apresentadora infantil da Globo) que dizia que a filha foi roubada quando criança, durante a última semana da novela, os índices finais teriam sido ainda maiores. Destaque para Adriana Esteves, que teve a maior atuação da sua vida, Claudia Raia, que se tornou o símbolo da última e mais feliz fase da novela. Recebeu Troféu Imprensa de melhor novela de 1998, melhor atriz para Adriana Esteves (que também foi premiada pela APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte) e melhor ator para Toni Ramos. Claudia Gimenez e Tarcisio Meira também concorreram. Já o título de melhor ator pela APCA foi atribuído a Ernani Moraes.

Bruno Leonardo

Comentário

Quando começou, a novela TORRE DE BABEL retratava bem a sociedade dos nossos dias, onde não faltavam os assassinos, as lésbicas e os drogados. Só que as audiências e a supra-moral de grande parte do público determinaram a morte dos pecadores e a reformulação dos traços de algumas personagens…Assim aproveitou-se a já anunciada explosão do shopping para dar um novo começo e folego à trama e fazer com que os telespectadores descontentes com a história dessem nova oportunidade à novela, com a certeza que iriam pelos ares as personagens incomodas que os haviam assustado.Os primeiros capítulos de TORRE DE BABEL foram mesmo uma surpresa para os espectadores das novelas da Globo, que ainda por cima vinham presos ao encantamento e delicadeza de POR AMOR.Silvio de Abreu já tinha advertido que a novela seria diferente…A sua intenção era a de fugir ao óbvio, inverter as regras e imagens conhecidas do público…Tony Ramos seria um vilão, Claudia Raia não iria mostrar as suas pernas, Maitê Proença seria uma mulher sem graça e Adriana Esteves uma oportunista. Porém, o que se assistiu nos primeiros capítulos, segundo os descontentes (lista da qual eu não faço parte) foi uma sucessão de cenas de horror que fez o telespectador correr para outros canais e obrigou os diretores da Globo a tocar o sinal de alarme. Nos primeiros episódios um homem assassinava a mulher e amante a golpes de pá, um drogado em crise de abstinência tentava matar uma amiga ao assaltar a casa para sustentar o vício, enquanto os traficantes, em sua perseguição invadiam a casa dos seus pais milionários; presos faziam rebeliões numa cadeia, um advogado e uma garçonete faziam sexo no banheiro de um shopping e um casal de lésbicas convivia serenamente com o mundo. Não durou muito e confirmou-se que seriam feitas mudanças na novela… Afinal, não se brinca em serviço quando se trata da audiência da emissora líder do país…e ainda para mais, quando se tratava da novela mais cara da Globo… Feito o investimento, é mais que necessário o lucro! Os primeiros reparos feitos foi consertar o óbvio Tony Ramos, que voltou a ser o bom moço que todos conhecem. Em relação ao casal mais polêmico, Leila e Rafaela, o destino foi mais cruel… Estava previsto que após a morte da”companheira”, Leila se consolaria nos braços de Marta ( a tão querida do público Glória Menezes)… As reações negativas não tardaram, diante do destino reservado para uma das maiores estrelas da novela brasileira… É curioso como age o preconceito. A novela mostrou que se pode falar desse assunto, que é a homosexualidade, com beleza e sem grosseria…mas isso não bastou!!! Claudia Raia sempre mostrou as pernas e Maitê Proença voltou a ser bela. Só Adriana Esteves continuou ambiciosa e irreverente, para total felicidade de todos nós, porque era quase impossível mudar o papel na novela e já havia dois exemplos de bondade e beleza-Letícia Sabatella e Karina Barum-para contrabalançar as suas maldades. E assim mais uma vez pouco se inovou em termos de dramaturgia, e ainda por cima numa altura em que é mais que necessário reformular as novelas, de maneira a que elas nos transmitam as mesmas emoções que em tempos idos nos proporcionaram… Mas o autor de grandes sucessos, como GUERRA DOS SEXOS e A PRÓXIMA VÍTIMA, que não tem em seu currículo um só fracasso, continua esperto nas histórias. Em prol de tantas mudanças, valeu o suspense deixado no ar sobre a autoria do atentado ao Tropical Tower Shopping, a boa reformulação da história com o desenvolver dos capítulos e as brilhantes interpretações do elenco. Tudo isto contribuiu para o aumento da audiência e tornou TORRE DE BABEL em mais um sucesso do gênio que é Silvio de Abreu…que viu a sua novela e elenco receberem grandes elogios e a arrebatar prêmios, mais que merecidos! Pena é, que a idéia original do autor não tenha vingado e que o público ávido de novas propostas tenha ficado mais uma vez com o gostinho de sabe pouco… E o autor, apesar do sucesso final, também ficou, com certeza, com essa recordação amarga… “A minha intenção era mesmo a de dar um soco no estômago do telespectador. Quis fazer as pessoas pensarem sobre a violência, mas acho que elas se assustaram um pouco. Queria mostrar que vivemos numa sociedade onde ninguém se entende, daí o nome da novela…TORRE DE BABEL” Talvez daqui a uns tempos, Sílvio de Abreu nos presenteie de novo com uma proposta assim…

Marco Bettencourt

Fotos

Tony Ramos Claudia Jimenez Cacá Carvalho Adriana Esteves Silvia Pfeifer e Christiane Torloni Oscar Magrini e Ernani Moraes Maitê Proença e Tony Ramos Letícia Sabatella, Tarcísio Meira e Felipe Latgê Juca de Oliveira e Karina Barum Glória Menezes Claudia Raia e Tony Ramos

Trilha Sonora

  • Eternamente (Fafá de Belém)
  • Felicidade, que saudade de você (Zezé di Camargo & Luciano)
  • Loca (Simone)
  • Moda de sangue (Elis Regina)
  • Muito mais (Roupa Nova)
  • Onde foi que eu errei (Fat Family)
  • Pra você (Gal Costa)
  • Quase fui lhe procurar (Luiz Melodia)
  • Sns (Grupo Só no Sapatinho)
  • Te amo (José Augusto)
  • Telefone (Nara Leão)
  • Toda vez (Zélia Duncan)
  • Urubu malandro (Paulo Moura & Os Batutas)
  • Vambora (Adriana Calcanhoto)
  • Adia (Sarah Mclachlan)
  • All my life (K-Cl & Jojo)
  • Be alone no more (Another Level)
  • Con te partirò (Andrea Bocelli)
  • Corazón partío (Alejandro Sanz)
  • Habla me luna (All Jam)
  • High (Lighthouse Family)
  • Ho fatto un sogno (Antonello Venditti)
  • I want you to want me (D-Soul)
  • Immortality (Celine Dion)
  • Lady (Lionel Richie)
  • Por arriba, por abajo (Ricky Martin)
  • The air that I breathe (Simply Red)
  • The one I gave my heart to (Mya Hill)
  • You were there (Eric Clapton)
  • Zoot suit riot (Cherry Poppin’Daddies)